Newsletter Mestres Na Ciência – 3ª Edição

Mestres na Ciência

Conectando Educadores, Inspirando Gerações

3ª Edição – Junho de 2025

Diretoria de Ações Educativas

Olá, educador!

É com muita alegria que compartilhamos a terceira edição da nossa newsletter! Esperamos que os conteúdos anteriores tenham contribuído para sua prática pedagógica e que as ideias aqui apresentadas continuem inspirando o seu trabalho na formação de jovens cientistas.

Neste mês, trazemos como tema central duas abordagens que estão transformando o fazer pedagógico nas escolas: a gamificação e as metodologias ativas.

Ao colocarmos o estudante no centro do processo, com desafios instigantes, regras claras e um toque de diversão, abrimos espaço para o engajamento genuíno e a construção colaborativa do conhecimento. Vamos juntos explorar como essas metodologias podem transformar sua sala de aula em um espaço de investigação, criação e protagonismo estudantil!

Gamificação e Metodologias Ativas: Aprender pode (e deve) ser envolvente!

Transformar a sala de aula em um espaço de exploração ativa é um dos principais objetivos das metodologias ativas. Nesse contexto, a gamificação se destaca como uma estratégia potente para engajar os estudantes por meio de elementos comuns aos jogos: objetivos claros, pontuação, recompensas e desafios.

Mas a gamificação vai além do “jogo pela diversão”: ela convida o estudante a resolver problemas reais, colaborar com colegas e refletir sobre suas aprendizagens. Associada a estratégias como sala de aula invertida, rotação por estações, ensino híbrido e aprendizagem baseada em projetos, amplia as possibilidades de atuação do professor e favorece o protagonismo juvenil.

As pesquisas de Moran, Bacich e Trindade (2018) apontam que o uso de metodologias ativas gera maior engajamento, autonomia e desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais. Já Werbach e Hunter (2012) explicam que os elementos do jogo, quando bem aplicados ao contexto educativo, promovem motivação intrínseca e senso de pertencimento.

Adotar essas metodologias exige planejamento, acompanhamento e intencionalidade pedagógica. É preciso pensar nos objetivos de aprendizagem, na diversidade dos estudantes e na avaliação formativa como parte do processo.

Mas o resultado compensa: mais participação, mais aprendizagem significativa e mais prazer em aprender.

📘 Referências:

  • Moran, J., Bacich, L., & Trindade, E. (2018). Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora. Papirus.
  • Werbach, K., & Hunter, D. (2012). For the Win: How Game Thinking Can Revolutionize Your Business. Wharton Digital Press.
  • Ryan, R. M., & Deci, E. L. (2000). Intrinsic and extrinsic motivations: Classic definitions and new directions. Contemporary Educational Psychology, 25(1), 54-67.

Próximo Evento: Bate-papo

Como a Iniciação Científica pode ser inserida na sala de aula: desafios e oportunidades

Neste mês, o nosso encontro será em formato de bate-papo – um espaço mais aberto e interativo de troca entre educadores! Neste bate-papo, vamos conversar sobre como a Iniciação Científica pode ser incorporada ao cotidiano da sala de aula, valorizando a curiosidade dos estudantes e promovendo investigações significativas desde os primeiros anos escolares. Nossos convidados compartilharão experiências práticas, estratégias pedagógicas e reflexões sobre os desafios enfrentados pelos professores nesse processo, além de destacar as oportunidades que a ciência oferece para desenvolver o pensamento crítico, a autonomia e o protagonismo estudantil.

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”– Albert Einstein

Carlos

Felipe

João

Bacharel em Engenharia de produção, licenciado em matemática e física, especialista em metodologias ativas, especialista em educação ambiental e sustentabilidade, atualmente professor da rede estadual da Bahia.

Licenciado em Física (UESB), Especialista em Docência para a Educação Profissional e Tecnológica (UFES) e Mestrando em Física Atômica e Molecular (UFBA). Já atuei por 4 anos como tutor de Educação à Distância no curso de Licenciatura em Física da UAB-IFBA. Atualmente sou professor de Física da rede estadual de Alagoas e estou como Articulador de Ensino na Escola Estadual Ana Lins em São Miguel dos Campos – AL. Trabalho também como professor de Física em uma escola particular da cidade. Atualmente tenho desenvolvido trabalhos de Robótica Educacional em sala de aula e já organizei/atuei feiras de Ciências, projetos envolvendo Arduino, experimentos de baixo custo, simulação computacional e olimpíadas científicas (OBA, OBAFOG, OBFEP e ONC).

Doutor e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia, área de concentração: Diversidade e Manejo da Vida Silvestre, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), possui graduação em Licenciatura Plena em Biologia pela mesma universidade. Suas pesquisas abrangem principalmente os seguintes temas: turbelários, áreas úmidas, variáveis ambientais, ecologia e taxonomia. Possuí experiência docente no ensino básico, atuando como professor de biologia no primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio, na rede municipal, estadual e privada, por mais de dez anos, onde, concomitantemente, orientou inúmeros projetos de iniciação científica, nos mais diversos assuntos dentro das Ciências Naturais, adquirindo reconhecimento local e regional e nas mais variadas feiras e mostras científicas.

Dicas e Recursos

Metodologias Ativas e Gamificação na Educação

Professores, a palavra é sua!

Você tem uma história inspiradora, um desafio superado ou uma estratégia que transformou sua prática educacional?

Envie seu depoimento até 30/06/2025 para mestresnaciencia@abric.ong.br. Vamos adorar publicar sua experiência na próxima edição!

Confira agora o depoimento da professora Eduarda Fehlberg, professora de Química e Mestre em Educação em Ciências pela UFRGS.

“Sou Eduarda Borba Fehlberg, professora de Química e mestre em Educação em Ciências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Há mais de dez anos, atuo na Educação Básica como docente e orientadora de projetos científicos, sempre com o compromisso de promover uma aprendizagem significativa, investigativa e conectada com os desafios do mundo contemporâneo. Acredito profundamente que a escola deve ser um espaço onde os estudantes possam experimentar, errar, criar e encontrar propósito em seu processo de aprendizagem.

Ao longo da minha trajetória, tive a alegria de orientar diversos projetos de Iniciação Científica desenvolvidos por estudantes da Educação Básica, muitos dos quais foram reconhecidos em feiras e eventos científicos de destaque, tanto no Brasil quanto no exterior. Essa vivência reforçou minha convicção de que os jovens têm enorme potencial criativo e investigativo, e que o papel do educador é criar as condições para que esse potencial floresça. Fui agraciada duas vezes com o prêmio de Orientadora Destaque na Feira Brasileira de Iniciação Científica (FEBIC), o que considero um reconhecimento coletivo: fruto do trabalho colaborativo entre escola, estudantes e comunidades de aprendizagem.

Atualmente, atuo como referência na área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias no Instituto SESI de Formação de Professores. Nesse espaço, tenho a oportunidade de apoiar a formação continuada de educadores, contribuindo para o fortalecimento de práticas pedagógicas inovadoras e interdisciplinares, alinhadas às metodologias ativas e ao desenvolvimento do pensamento científico desde os anos iniciais da escolarização.

Meu trabalho parte de que a ciência deve estar a serviço da transformação social, e que o ensino de Ciências precisa dialogar com a realidade dos estudantes, promovendo a curiosidade, a criticidade e a autoria. Ao formar professores e orientar projetos, busco sempre fomentar práticas que integrem saberes científicos, tecnológicos, ambientais e humanos, preparando nossos jovens para serem protagonistas de um futuro mais justo, sustentável e colaborativo.”

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Com carinho,
Equipe Mestres na Ciência
📧 mestresnaciencia@abric.ong.br